terça-feira, 29 de novembro de 2011

Amarildo Pereira ganha cargo em comissão na Prefeitura de Goiânia

Depois de ser excluído do bloqueio determinado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e garantir incorporação de R$ 4.273,99 ao salário, o ex-vereador e servidor do Município Amarildo Pereira ganhou um cargo em comissão na Prefeitura de Goiânia.

A nomeação para o cargo de Cordenador 2 da Secretaria de Governo foi publicada na semana passada no Diário Oficial do Município, com validade a partir de 28 de setembro.

Envolvido em escândalo na Câmara de Goiânia, acusado de integrar esquema de desvio de recursos do INSS no valor R$ 5,3 milhões entre 2001 e 2004, Amarildo é servidor efetivo - procurador jurídico - da Prefeitura desde 1983.

Em 2008, conseguiu a gratificação de R$ 4.273,99. Em janeiro deste ano, a Prefeitura concedeu progressão funcional ao ex-vereador - pulou da referência E para a M, o que elevou o vencimento de R$ 1.732,06 para R$ 2.437,08. E na semana passada, a nova gratificação garantiu cerca de R$ 600 - segundo informações da Segov - a mais no salário.

Em julho, segundo informações da assessoria de imprensa do órgao, o TCM determinou a suspensão do pagamento da gorda gratificação a Amarildo, juntamente com os casos do diretor de Comunicação da Agência de Obas do Município (Amob), Fernando Contart (incorporação de R$ 4.497,47), e do diretor do Zoológico de Goiânia, Raphael Cupertino (R$ 5.097,59).

Dois meses depois, no entanto, o TCM reconsiderou a decisão em relação a Amarildo, sob argumento de que não se trata de mesmo caso dos outros servidores. Contart e Cupertino eram comissionados em cargos de chefia, assumiram depois cargos efetivos e incorporaram as gratificações anteriores mais tarde. O TCM entendeu que, como efetivo desde 1983, Amarildo teve a incoporação sob argumento diferente e desconsiderou o caso do ex-vereador no processo.

O secretário municipal de Governo, Osmar Magalhães, disse ao blog que Amarido já trabalha na pasta há um certo tempo, mas não recebia a gratificação. "É um cargo sem função específica. Não sei exatamente a atividade dele, mas é de assessoria. Não sei dizer o departamento em que ele atua, mas trabalha com elaboração de projetos, essas coisas." O Portal da Transparência da Prefeitura informa que Amarildo está lotado no "Gabinete do Secretário".

Amarildo foi condenado em primeira instância, em julho de 2006, pelos crimes de peculato (apropriação indébita de bem público), falsidade ideológica e formação de quadrilha. Ele vem, desde então, recorrendo das decisões na Justiça Federal. Além dos desvios na Câmara, Amarildo responde também por peculato referente ao período em que era diretor financeiro da extinta Companhia Municipal de Obras (Comob). De acordo com o processo que corre no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Amarildo teria desviado R$ 634 mil, de 1997 a 2000, por meio de contratação de servidores fantasmas.

No ano passado, Amarildo foi candidato a deputado estadual pelo PRP e declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 230 mil. Ele teve 3.790 votos. E segue com salário de pelo menos R$ 7,3 mil da Prefeitura

Carta de renúncia de Wagner Guimarães

Irregularidades em processos e falta de recursos e estrutura na pasta foram motivos apresentados pelo ex-deputado estadual Wagner Guimarães (PMDB) para renunciar ao cargo de controlador-geral de Goiânia, que ocupava há menos de quatro meses.
O blog teve acesso à carta enviada pelo peemedebista ao prefeito Paulo Garcia (PT), na terça-feira. No documento, Wagner afirma que, de julho até então, a pasta não teve "um real sequer para manutenção". Ele diz ainda que a Controladoria verificou irregularidades "que me causam grande constrangimento".
A saída do peemedebista estava prevista em conjunto de substituições no Paço Municipal, mas Wagner antecipou a saída. Clique ao lado para ampliar o documento.