terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Omissão da Prefeitura de Goiânia causou a morte de jovem de 22 anos

A Agência Municipal de Obras (Amob) recebeu recomendação do Ministério Público para instalar barreiras de proteção, além de fazer manutenção e reparo em todas as bocas de lobo do Setor Parque Amazônia, em especial as localizadas na Avenida Feira de Santana. A medida foi tomada para evitar acidentes como o da semana passada, quando a estudante Bruna Rodrigues Pereira, de 22 anos, morreu após ser levada pela enxurrada para dentro de um bueiro do bairro.

A recomendação foi enviada pelo promotor de Justiça Maurício Nardini e ele afirma que as medidas deverão ser tomadas imediatamente. O promotor solicitou ao presidente da Amob, Iram Saraiva Júnior, e à Diretoria de Obras e Operações que autorizem e ordenem a instalação de barreiras físicas nos bueiros, tais como grades e barras.

A assessoria do promotor informou que medidas de proteção em demais bocas de lobo da cidade ainda não foram analisadas. Afirmou ainda que o pedido para que a Amob fiscalizasse todos os bueiros é inviável. Apesar disso, disse que um estudo será realizado a longo prazo junto à prefeitura para que acidentes como esse não tornem a acontecer em nenhuma parte de Goiânia.

De acordo com o Diretor de Operações da Amob, Paulo Kruk, os engenheiros da agência são contrários à instalação de grades nos bueiros. “O que precisamos é aumentar a galeria da região e a vazão do bueiro. Com isso, a água não chegaria com tamanha pressão e volume.”, afirma. Na próxima quinta-feira (13/10) os engenheiros vão se reunir com Paulo para decidirem qual a melhor solução a ser tomada.

Caso os engenheiros decidam pela implantação dos bueiros, os locais terão de se vistoriados com frequência para que o acúmulo de lixo não impeça que a água entre. Paulo explica que o local já teve grades que foram retiradas pela Amob há alguns anos. “Os sacos de lixo entupiam a passagem da água e vários carros afogavam no local devido ao grande fluxo de água. É um caso que precisa ser bem analisado”, completa.

Morte
Bruna Rodrigues Pereira, 22, morreu no último dia seis após ser levada pela enxurrada. Ela conduzia uma motocicleta, quando caiu e foi arrastada pela enxurrada para dentro de um bueiro, na Avenida Feira de Santana, no mesmo bairro.  O corpo foi encontrado dentro do Córrego do Serrinha, a 1.500 metros de onde a jovem foi arrastada.

Inicialmente a corporação não conseguiu identificar o corpo porque não encontrou documentos da vítima. O corpo foi identificado pela família na manhã do dia seguinte que relacionou o sumiço da jovem com o acidente que viram na TV. Familiares reconheceram o capacete de Bruna.




Um comentário:

  1. Parentes e amigos da jovem Bruna Ferreira, que morreu após ser arrastada por uma enxurrada na Avenida Feira de Santana, no Parque Amazônia, fizeram um protesto nesta terça-feira (6). Indignados, eles reivindicam que a Agência Municipal de Obras (Amob) coloque grades de proteção na boca-de-lobo no local do acidente.

    Relembre o caso
    A secretária Bruna Rodrigues Pereira, de 22 anos, que morreu na noite de quinta-feira ao ser arrastada pela enxurrada no Córrego Serrinha, no Parque Amazônia, foi sepultada no fim da tarde de ontem no Cemitério Parque Memorial.

    A jovem trabalhava na escola de idiomas CCBEU, no Parque Vaca Brava, e tinha acabado de sair do trabalho para ir para casa, no Jardim Santa Inês, em Aparecida de Goiânia, por volta das 19h30 de quinta-feira, sob uma chuva forte. Ao passar na baixada da Avenida Feira de Santana, na Dafra Laser preta, comprada há um ano, foi arrastada pela força das águas.

    O motociclista Fábio Silva, que passava pelo local, tentou salvar a jovem com outros motoristas. O corpo de Bruna foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros a 1,5 quilômetro do local, nos fundos de um clube no Parque Amazônia, presa a galhos de árvores, uma hora depois.
    JORNAL O POPULAR:

    Á mãe de Bruna, a dona de casa Cláudia Cristina, de 41, estava em estado de choque durante o velório da filha ontem. A irmã dela, tia de Bruna, Marceli Pereira, de 41, culpa o poder público pela tragédia. Segundo ela, a Prefeitura tem conhecimento que o local oferece riscos em época de chuva e não tomou nenhuma providência.

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